A existência dos B’nei Noach(Monoteístas)

O que é um Ben Noach? Ben Noach (Filho de Noé) é uma pessoa que não é judeu mas decide professar a fé monoteísta, no D’us Único que criou e mantém a criação, e cumprir as suas instruções reveladas na Torá. Para tanto a pessoa precisa se comprometer em seguir as Sete Leis de Noach e suas ramificações, estudando com um líder e sob a supervisão de um Rabino.
Bnei Noach são inferiores? De maneira nenhuma, cada pessoa tem o seu propósito e importância, se alguém nasce não judeu tem a missão de cumprir as sete leis e ser luz para as nações, assim como um judeu que nasce e tem o compromisso de cumprir os 613 preceitos da Torah e também ser luz. São pessoas com propósitos e responsabilidades diferentes apenas, nem superiores nem inferiores, apenas com funções diferentes.
Bnei Noach é uma nova religião? Não de maneira nenhuma, está expressamente proibido criar ou inventar uma nova religião, pois a vontade de Hashem já foi revelada e ninguém tem a possibilidade de alterá-la. Os Bnei Noach cumprem com a sua parte da mesma Torah, com a crença no D’us Uno juntamente com o povo judeu. As Sete leis apenas definem um caminho básico para qualquer pessoa que não é judeu poder ter um relacionamento e cumprir com a vontade do Eterno D’us de Israel.
Mas os Judeus não são também considerados Bnei Noach? Eles também não são descendentes de Noé? Realmente toda a humanidade é descendente de Noé. Antes da entrega da Torah no Sinai não haviam “Judeus”. Haviam os descendentes de Abraão: os Semitas. Somente após o Sinai, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó; chamados nesta época de “Filhos de Israel”, receberam o novo Pacto que modificou o sistema de vida deles. A partir daí os Filhos
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de Israel não mais se chamaram Bnei Noach, porque o Pacto de Noé que
eles observavam, foi transformado no Pacto do Sinai. Portanto, esse
termo é aplicado a não-Judeus apenas. O povo Judeu está ‘separado de
entre as nações’ (Êxodo 19:5-6, Números 23:9), eles têm seu próprio
Pacto, o Pacto do Sinai, distinto do Pacto feito com o patriarca Noé
(Genesis 6:18).
Um Pacto com a humanidade.
As Sete Leis de Noé demonstram que D’us tem regras e Leis que são
obrigatórias para todos os seres humanos e que Ele ama a todos, tanto
judeus como não-judeus e fornece orientação para todos nós.
Assim consta na Ética dos Pais: “Querido é o ser humano que foi criado
com o Semblante Divino”.
Rambam declara: “Quem dentre as Nações, cumprir os Sete
Mandamentos para servir a D’us, pertence aos Justos entre as Nações, e
tem a sua parte no Mundo Vindouro.”
Sendo assim, muitas pessoas estão compreendendo este princípio e estão
buscando apoio e orientação com Rabinos, em sinagogas, e lideres Bnei
Noach para saber como se tornar um Justo das Nações.
Cumprir da forma correta
Maimônides declara que a pessoa deve aceitar essas Mitzvot
especificamente porque foram revelados por D’us, através de Moisés aos
filhos de Israel no Monte Sinai. Em outras palavras, as “Sheva Mitzvot
Bnei Nôach” (Sete leis de Noé) não são apenas princípios éticos “coisas
para fazer.” São Leis Divinas, “Halachot.”
Quais são essas sete Leis?
Em hebraico:
1- *”Avodah zarah “- Não cometer idolatria.
2- *”Shefichat damim “- Não assassinar.
3- *”Gezel “- Não roubar.
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4- *”Gilui arayot “- Não cometer imoralidades sexuais.
5- *”Birkat Hashem “- Não blasfemar.
6- *”Ever min ha-chai “- Não comer animal vivo ou parte dele que foi
retirada enquanto ainda estava em vida.
7- *”Dinim “- Estabelecer sistemas e leis de honestidade e justiça.
Um conjunto de mandamentos já existia no tempo de Noé. E ele foi tido
como justo, em Genesis 7: 8 D’us diferencia entre animais puros e
impuros.
O Talmud relata no Tratado de Sanhedrin 56a
“Nossos rabinos ensinaram: sete mitsvot (preceitos) foram ordenados
aos descendentes de Noé: leis sociais [1]; abster-se de blasfêmia,
idolatria; adultério; assassinato; roubo; e comer carne tirada de um
animal vivo.”
“[1] Isto é, estabelecer tribunais de justiça, ou, talvez, observar a justiça
social (Nachmânides em Gên. XXXIV, 13): Hast. Dict. (s.v. preceitos
noaicos) traduz ‘obediência à autoridade’.”
E todos os mandamentos são encontrados na Torah e Tanakh. Além da
interpretação homilética dos versículos no Sêfer Bereshít (Livro de
Gênesis), encontramos também uma série de referências específicas no
Tanach (bíblia Judaica) para punições dadas aos não-judeus para estes
tipos de transgressões. Assim, verificamos que Kayin (Caim) é punido
por matar Hevel (Abel) (Bereshit capítulo 4), Avimelech (Abimeleque) é
punido por tentar se envolver em relações sexuais com Sarah (Bereshit
capítulo 20), a geração do dilúvio foi punida por “hamas” – por roubar
(Bereshit 6:11) – e verificamos no Sêfer Iyov (Livro de Jó 31:26-28) que
a adoração de ídolos era proibida para eles.”
O povo de Israel é o guardião da Torah e responsável pelo ensino dela,
cabe a nós não judeus aprendermos com eles e sermos luz para as
nações, cumprindo o que nos é acessível e sendo bons exemplos para o
mundo.
Eleandro Bisatto
Revisado pelo Rav. Shimshon Bisker

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