
O dicionário define um “judeu” como “um membro da tribo de Judá”, “um israelita”, “um membro de uma nação que existiu na Palestina do sexto século antes E.C. ao primeiro século E.C.”, “uma pessoa que pertença à continuação do povo judeu, ou através de origem, ou através de conversão” e “um seguidor do Judaísmo”. De acordo com a Torá, um judeu ou é aquele cuja mãe é judia, ou alguém que se converteu ao Judaísmo de acordo com a halachá (Lei da Torá). Um judeu não depende de suas crenças individuais para ser considerado judeu. Uma pessoa nascida de mãe judia é judeu independentemente de ser um seguidor das leis e costumes judaicos. Mesmo não tendo nenhuma fé em Deus ainda é considerado judeu. Contudo, caso um judeu não cumpra os “Treze Princípios da Fé” (organizado pelo Maimônides, Rabbi Moshe ben Maimon, um dos grandes estudiosos judaicos da era medieval), ele é considerado herege. Embora essa pessoa seja um judeu “biológico”, espiritualmente ela está desconectada do verdadeiro ao Judaísmo. A Torah é a base do Judaísmo. A Torá – os primeiros cinco livros da Bíblia – Gênesis 14:13 nos ensina que Abrão, comumente conhecido como o primeiro judeu, foi descrito como um “hebreu”. O nome “judeu” vem do nome de Judá, um dos doze filhos de Jacó e umas das doze tribos de Israel. Todos os judeus foram chamados pelo nome de Judá. Por que? Judá demonstrou na prática a essência da função de um integrante de Israel: A pré-disposição de expressar a vontade de D’us no mundo mesmo quando às custas da auto anulação em nível máximo.
Então, em que os judeus acreditam e quais são os preceitos básicos do Judaísmo? Há cinco formas ou grupos principais do Judaísmo no mundo de hoje. Eles são o Judaísmo Ortodoxo, Conservador, Reformista, Reconstrucionista e Humanista. As crenças e requisitos de cada grupo diferem dramaticamente; no entanto não está nas mãos do ser humano modificar a vontade do Criador. O ser humano está submetido a vontade de Hashem e não o contrário, portanto a vontade de Hashem deve ser revelada pelo ser humano e não ditada por ele. Somente aquele que tem a
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humildade de receber a Torá de acordo como ela foi transmitida de geração em geração desde Moisés está realmente se conectando com a verdadeira Torá. Assim ensinaram nossos Sábios há milhares de anos – Em um futuro distante, como os nossos descendentes poderão saber onde se encontrará o caminho correto? Como poderão saber quem realmente estará com a “verdade em suas mãos”? Nós possuímos um sinal – um pacto; através dele, sempre poderemos saber onde se encontra o verdadeiro caminho… Simplesmente verifique com quem se encontra o conhecimento da Torá Oral – Saiba que ali se encontra o verdadeiro caminho… O caminho original! Portanto, fica constatado que somente dentro do judaísmo ortodoxo que estuda e segue fielmente a Torá da mesma forma em que foi transmitida se encontra a verdadeira Torá.
Uma breve explicação sobre os treze princípios de fé do judaísmo: Eu acredito com fé completa (integralmente): 1- Que o Criador cria e guia todas as criaturas; e Ele sozinho fez, faz e fará todos os feitos. 2- Que o Criador é Único e não tem “único” como Ele de forma alguma; e Ele sozinho estava, está e estará. 3- Que Ele não tem corpo e não tem como alcançar entendimento sobre Ele, como se alcança o entendimento da matéria. Não tem nada com o qual podemos comparar a Ele. 4- Que Ele é o primeiro e o último. (Não existe nada antes Dele e nada depois. Toda a criação é gerada por Ele.) 5- Que somente para Ele é propício rezar e não para outro fora Ele. 6- Que todos os ditos dos profetas são verdadeiros. (Nota: Cuidado com falsos profetas. Todo aquele ‘profeta’ que vem modificar algo da Torá é falso profeta. Também devemos ter cuidado com traduções. Pois, cada instituição pode modificar ou interpretar os versículos de acordo com o seu entendimento ou interesse.) 7- Que a profecia de Moshe é verdadeira e que ele foi o ‘gerador’ (líder) de todos profetas, tanto dos que vieram antes dele como dos que vieram depois dele. 8- Que as palavras da Torá que se encontra hoje em nossas mãos foi entregue a Moshe Rabeinu.
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9- Que essa Torá não será trocada e não haverá outra Torá do Criador. (Nota: A Torá é a expressão da realidade, não tem como ser modificada ou reformada. Todos que pensam que a Torá foi entregue a Moshe e depois D’us revelou outra Torá, ‘novo testamento’ por exemplo, transgrede esse princípio.) 10- Que o Criador conhece (sabe) todas ações dos seres humanos e todos os seus pensamentos. 11- Que o Criador recompensa os que cuidam de seus preceitos e castiga aqueles que os transgredem. (Nota: O mundo não está ‘jogado’ ao acaso. Todas as ações serão julgadas e a justiça será feita. O castigo não é um objetivo por si só, contudo, ele é um meio para retificar o transgressor das consequências de suas ações.) 12- Na vinda do Messias; e mesmo que demore, de todas formas, esperarei por sua vinda todos os dias. 13- Que haverá a ressurreição dos mortos no momento em que for a vontade do Criador. Apesar de os cristãos basearem muito da sua fé nas mesmas Escrituras hebraicas que os judeus, há grandes diferenças em suas crenças. O J.C. conhecido como Jesus não faz parte da crença judaica. Alguns o veem como um falso profeta ou um ídolo do Cristianismo. Existem aqueles que nem repetem o nome dele devido à proibição de dizer o nome de um ídolo. Há 613 mandamentos encontrados nos Livro da Torá que regulam todos os aspectos da vida judaica. Além de suas ramificações, Leis rabínicas e costumes. Os Dez Mandamentos, como delineados em Êxodo 20:1-17 e Deuteronômio 5:6-21, são as raízes espirituais de todos os outros preceitos. O Messias (o ungido de Deus) vai aparecer no futuro e reunir os judeus mais uma vez na terra de Israel. Haverá uma grande ressurreição dos mortos naquele tempo. O Templo de Jerusalém, o qual foi destruído em 70 D.C., vai ser reconstruído. Os judeus são conhecidos como o povo escolhido de Deus. Isso não significa que devam ser considerados um grupo superior a qualquer outro, pois ter esse papel na criação requer mais responsabilidades e também inclui mais exigências. De fato, cada povo tem a sua função.
Como isso ocorreu? Este tema iniciou-se há muitos anos atrás. Avraham (Abrão) nasceu em uma geração onde todos praticavam idolatria – exceto umas poucas
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pessoas que viviam isoladas. Refletindo sobre a ordem existente na natureza, Avraham chegou à conclusão de que, obrigatoriamente, existe um Deus que criou e controla toda a criação, e que não existe nenhuma força independente Dele. Para ele, estava claro que todas as pessoas que se relacionavam com as forças dos elementos da natureza, como forças independentes, estavam equivocadas – elas praticavam idolatria. Avraham começou a influenciar o mundo, demonstrando a existência de um Criador, ele inclusive estava pronto para sacrificar a própria vida para cumprir a vontade do Criador. Mais do que Deus escolheu a Avraham, Avraham escolheu a Deus! Itschak (Isaac), o filho de Avraham, perpetuou a sua missão. Seu neto Yaakov (Jacob) também assim o fez; o título “Israel” – em hebraico bíblico “Israel” é formado por duas palavras “Iashar El” – “Diretamente com Deus” – estava guardado para quem recebesse a função de estudar e transmitir os estatutos de Deus para a humanidade. Avraham, Itschak e Yaakov – três gerações – após haverem sido provados várias vezes e terem demostrado uma grande submissão para cumprir a vontade do Criador, finalmente conquistaram o título “Israel”; ele foi entregue a Yaakov – que passou a se chamar “Israel”. Deste foi formado o Povo de Israel, que reconheceu a unicidade de Deus. Portanto, foi este o povo escolhido para receber a função de transmitir a Torá, Livro Sagrado, que instrui, auxilia e inspira os nossos atos no mundo em que vivemos para alcançar o objetivo determinado por Deus. A partir desse momento – ou seja, a partir do momento em que o título “Israel” foi entregue a Yaakov e seus descendentes – uma pessoa de um outro povo que queira receber esta função – a função de “Israel” – deverá se juntar ao Povo escolhido para esta função seguindo os critérios determinados; junto com o título “Israel” eles também receberão a respectiva responsabilidade – uma nova situação espiritual e o julgo do cumprimento de todos os preceitos da Torá.
O nosso grupo
Hoje nós praticamos o Judaísmo Ortodoxo e orientamos todas as pessoas que desejam praticar a fé judaica também como Bnei-Noach. Temos a supervisão do Rabino Shimshon Bisker que nos orienta de Israel com a visão de “Ben-Torá” (Filhos da Torah, todos que querem ter a Torá como base de suas vidas – com a fé monoteísta – em um Único Deus que Criou e mantem a Sua criação a cada momento).
Eleandro Bisatto
Revisado por Rav. Shimshon Bisker
Seja você mesmo; todos os outros já existem.
Este é meu primeiro post no meu novo blog. Este é só o começo do blog, então fique de olho. Assine abaixo para receber notificações das minhas postagens novas.