
J.C (não pronunciamos o nome segundo ensinamento da Torah em Êxodo
23.13) é um personagem inventado por Roma juntamente com a religião do
cristianismo. Esta é a verdade: apesar de ser divulgado como uma pessoa
que realmente existiu, para quem tem acesso aos sábios da Torah sabe que
o J.C é uma criação de homens. Sua estória foi criada durante os Concílios
liderados por Constantino. Seu personagem foi criado baseado em um
judeu (Yeshu) e em muitas divindades do paganismo. Seu nome inclusive
como é chamado agora só passou a existir depois de 1525 e.c, quando foi
adicionado ao nosso alfabeto a letra J pois até então era escrito e chamado
de Iesus.
JC nunca existiu…é uma lenda! Toda história desta lenda está baseada
justamente nas figuras de Ben Stada e Ben Pandera e também tal lenda é
baseada nos mitos pagões, egípcios, hindus, etc., tudo foi criado dentro das
fronteiras do império romano do ocidente, que ruiu por causa da
megalomania do seu imperador. Nas yeshivot se aprende que ele é uma
lenda. Somente no ocidente se dá crédito a essa história, todas as fontes que
tentam alegar a sua existência foram consideradas falsas, por historiadores.
Todos os historiadores da época da suposta vida de J.C nunca mencionaram
nada sobre ele.
A única prova que os cristãos tem? É o pseudoepigrafo chamado novo
testamento que de novo não tem nada, são passagem deturpadas do Talmud
e ensinamentos de Hilel. Fora as deturpações existem ainda inserções e
traduções tendenciosas para tentar provar algo impossível, pois quem
realmente estuda os fatos jamais vai acreditar neste personagem.
Ainda que alguns messiânicos tentem trocar seu nome por Yeshua,
Yehoshua, etc, mesmo trocando seus cabelos loiros e olhos azuis com
manto vermelho, por um judeu moreno de kipá, jamais será uma pessoa
real. Trocam -se as roupas e o nome, mas continua sendo um personagem
inventado.
Então qual é a história que consta no Talmud? Sobre quem os sábios
escreveram?
Não existe nenhuma menção de forma alguma de Jesus no Talmud, deve se
lembrar que ele é uma lenda criada para unificar um império. A história
que consta no Talmud é de Yeshu ( nem é um nome, é um acróstico que
significa que seu nome deve ser apagado, esquecido) é um dissidente
discípulo do Rabi Yehoshua Ben Perachya, e Ben Stada é da época do Rabi
Eliezer ben Hyrcanus. O Histórico não é esse bíblico. Este Yeshu foi
repelido por seu mestre por ter comportamentos indecentes diante de uma
Projeto Torah para Todos- Eleandro Bisatto
mulher. Mais tarde por não conseguir ser perdoado, se entregou a feitiçaria,
fez atos terríveis e foi condenado a morte pelo Sanhedrin, sendo enforcado.
Não existe de forma alguma algo no Talmud sobre esse personagem JC,
porém certos cristãos dizem que sim, é isso a questão levantada. Fique
Esclarecido: JC nunca existiu, o que chamam de histórico não é de forma
alguma JC, por mais que muitos historiadores tente levar por esse prisma.
*Ao final do estudo veja uma foto do Tratado de Sanhedrin 43 a extraído
do Talmud online inglês traduzido para o português.
Tanto que sua história se confunde com histórias das mitologias pagãs; por
exemplo: Quanto a Crucificação! Em um dos primeiros documentos
Cristãos (os “Ensinamento dos Doze Apóstolos”), não há menção do JC.
bíblico ter sido crucificado. O fator que contribuiu para a história da
crucificação é outra vez a mitologia pagã. O tema de uma divindade ou
semi-divindade sendo sacrificada contra uma árvore, poste ou cruz, e
depois ressuscitada é muito comum na mitologia pagã. Foi encontrado nas
mitologias de todas as civilizações ocidentais, estendendo-se desde um
extremo oeste como a Irlanda até um extremo leste como a Índia. Em
particular, é encontrado nas mitologias de Osíris e Attis, ambos os quais
eram muitas vezes identificados com Tamuz. Osíris acabou com os seus
braços esticados numa árvore tal como o JC bíblico na cruz. Esta árvore
era, às vezes, mostrada como um poste com dois braços esticados – o
mesmo aspecto da cruz Cristã. Na adoração de Serapis (uma composição
de Osíris e Apis), a cruz era um símbolo religioso. De fato, o símbolo da
“cruz Latina” Cristã parece ser baseado diretamente no símbolo da cruz de
Osíris e Serapis. Também a história do nascimento virginal não é somente
de J.c.
Vamos avaliar algumas coisas…
Um império como o romano bizantino tinha várias culturas sobre sua
subordinação então analisemos os mitos de cada povo: No equinócio da
Primavera, os pagãos do norte de Israel celebravam a morte e ressurreição
de Tamuz-Osíris, nascido de uma virgem. Na Ásia Menor (onde as
primeiras igrejas Cristãs se estabeleceram), uma celebração similar era feita
para Attis, também nascido de uma virgem. Attis era mostrado como
morrendo contra uma árvore, sendo enterrado numa gruta e depois
ressuscitando ao terceiro dia. Na adoração de Baal, acreditava-se que Baal
tinha enganado Mavet (o deus da morte) no equinócio da Primavera. Ele
fez-se passar por morto e depois apareceu vivo. Ele teve sucesso neste ardil
dando o seu único filho como sacrifício.
É de notar que muitas das datas para JC citadas pelos Cristãos são
completamente absurdas. JC bíblico foi em parte baseado em Yeshu. O fato
que contribuiu para a datação confusa de JC foi que Jacob de Kfar Sekanya
Projeto Torah para Todos- Eleandro Bisatto
e provavelmente também outros Notzrim usavam expressões como “assim
fui ensinado por Yeshu ha-Notzri”, (o significado desta palavra é o rebento
não o nazareno para esclarecer) apesar dele não ter sido ensinado por
Yeshu em pessoa. Sabemos da Guemará que o testemunho de Jacob levou
o Rabi Eliezer ben Hyrcanus a incorretamente concluir que Jacob era um
discípulo de Yeshu. Isto sugere que havia Rabis que não sabiam que Yeshu
tinha vivido nos tempos Asmoneus. Mesmo depois dos Cristãos situarem o
JC bíblico no primeiro século E.C., a confusão continuou entre os não-
Cristãos. Houve um contemporâneo do Rabi Akiva chamado Pappus ben
Yehuda que costumava trancar a sua esposa infiel. Sabemos da Guemará
que algumas pessoas confundiam Yeshu e ben Stada e confundiam a
mulher de Pappus com Míriam, mãe de Yeshu. Isto iria situar Yeshu mais
de dois séculos depois do que ele atualmente viveu! A história do Novo
Testamento confunde tantos períodos históricos que não há maneira de a
reconciliar com a História. O ano tradicional do nascimento de JC é 1 E.C.
Era suposto que o JC bíblico não ter mais de dois anos de idade quando
Herodes ordenou a matança dos inocentes. No entanto, Herodes morreu
antes do ano 4 A.E.C.. Isto levou alguns Cristãos a redatarem o nascimento
do JC bíblico entre 6 – 4 A.E.C.. No entanto, este JC era também suposto
ter nascido durante o censo de Quirinos. Este censo teve lugar depois de
Arquelau ter sido deposto em 6 E.C., dez anos depois da morte de Herodes.
Enfim são tantas informações equivocadas que surgem para tentar provar a
existência de alguém que na verdade nunca existiu.
O fato histórico sobre o nascimento da nova religião está registrado através
dos concílios realizados, um deles, o primeiro chamado de Concílio de
Nicéia vamos detalhar aqui mas em qualquer pesquisa você consegue
encontrar.
O Primeiro Concílio de Niceia:
Em 20 de maio de 325 E.C(era comum), aconteceu na cidade de Nicéia,
perto de Constantinopla, o primeiro evento ecumênico que daria origem à
religião Romana. Na época, o imperador de Roma, Constantino, que estava
com o império em crise, viu que uma aliança com os cristãos poderia
aumentar seu poder e decidiu fazer do cristianismo a religião oficial do
império. Em 313 E.C, ele promulgou o Édito de Milão ou Édito da
Tolerância, onde acabou com a perseguição religiosa. Foi o início da
Igreja-Estado. Na época existiam muitos textos religiosos e alguns
conflitantes, o que prejudicava a própria expansão da Igreja. Foi neste
ambiente confuso que ele convocou no ano de 325 E.C o 1º. Concílio
Ecumênico, com o objetivo de criar regras únicas para a Igreja Romana,
tomando os devidos cuidados para que estas viessem ao encontro de seus
interesses. Era necessário criar uma versão única ou oficial e foi o que
Projeto Torah para Todos- Eleandro Bisatto
Constantino fez. Ele convocou bispos e representantes religiosos de todas
as províncias para o palácio de Nicéia e proporcionou toda espécie de
mordomias aos participantes.
O Concílio se iniciou em 20 de Maio com perto de 318 representantes da
igreja e terminou em 19 de Junho, com menos participantes. Questões
doutrinárias foram discutidas como questões de Estado e as controvérsias
não eram aceitas. Ali foi definida:
-A criação de J. C (um personagem baseado em um judeu chamado Yeshu
que está no Talmud) e sua divindade e da Santíssima Trindade, e os bispos
que se opuseram foram exilados.
-Foi oficializado o domingo como o dia de descanso semanal, ao invés do
sábado, como era anteriormente,
-Mudaram a data de comemoração da Páscoa, que era comemorada na
mesma data da Páscoa dos judeus.
-Uma das mais importantes mudanças foi oficializar um cânone novo,
somente com os evangelhos aceitos como verdadeiros. Aí nasceu o Novo
Testamento, com somente quatro evangelhos, ou seja, Marcos, Lucas,
Mateus e João.
Existem várias versões sobre a escolha destes evangelhos e, a mais aceita,
conta que, como os bispos não chegavam a um acordo, Constantino
ordenou que deixassem no chão todos os evangelhos, se recolhessem aos
seus aposentos e ficassem em orações até o dia seguinte, pedindo pela
interferência “divina”. A sala foi trancada e somente o imperador ficou
com a chave. No dia seguinte, os quatro evangelhos já mencionados
apareceram milagrosamente em cima do altar e ninguém podia questionar a
vontade divina ou a palavra do imperador. Os outros evangelhos foram
considerados apócrifos, hereges, queimados e banidos de todo reino. Quem
fosse pego com um exemplar, seria condenado à morte e seus bens
confiscados para a nova Igreja-Estado.
Em 1945, foram encontrados, nos Manuscritos do Mar Morto, vários desses
evangelhos apócrifos produzidos entre os anos 100 e 200 E.C, que mostram
outras versões interessantes sobre este período da História.
Um ano após o Concílio, o imperador mandou matar seu filho, o marido e o
filho de sua irmã e matou sua mulher Fausta. Ele retardou o seu batismo até
as vésperas de sua morte, pois diziam que o batismo o livraria de todos os
pecados cometidos. Após sua morte, em 337 DC, foi enterrado com honras
de quem se tornara o 13º. apóstolo. Ele foi representado, na iconografia
eclesiástica, recebendo a coroa diretamente das mãos de “deus”, tamanha
sua bondade para com a Igreja. A principal razão para criação desta religião
foi tentar por meio de imposição fazer com que os judeus deixassem o
monoteísmo e se submetessem ao poder do governo de Roma, já que igreja
Projeto Torah para Todos- Eleandro Bisatto
e estado era um só ao aceitar o governo automaticamente se converteriam a nova religião. Apesar das perseguições, cruzadas, inquisições e conversões forçadas, os judeus nunca se renderam, lutaram e continuaram mesmo que escondidos, as vezes, praticando a fé monoteísta e os mandamentos.
Hoje a religião de Roma acabou se espalhando não tanto como força política, mas como um conhecimento falso e uma idolatria que contamina milhares de pessoas.
Que este resumo de informações possa ajudar a esclarecer a todos que realmente desejam saber a verdade sobre J.C. e se livrar de uma vez por todas desta mentira e idolatria.
Eleandro Bisatto
Foto do Tratado de Sanhedrin 43 a extraído do Talmud online inglês traduzido para o português.
