A quarta Lei de Noach Não Assassinar

Hoje vamos estudar a proibição de assassinar. A palavra Shefichat damim é
traduzido como matança, afronta, humilhação. Para entendermos melhor
precisamos estudar o conceito de assassinar.
*O assassinato está proibido.
Fonte na Torah: “Quem derramar o sangue de um homem, (também) pelo
homem o seu sangue será derramado, pois o homem foi criado com a
Imagem de Deus” (Gênesis 9, 6). Deus criou o mundo e nos ordenou
“…frutifiquem-se e multipliquem-se…” (Gênesis 9, 7), também nos ordenou
a não destruir a Sua criação. Quem assassina uma pessoa está indo contra a
vontade do Criador.
Também está proibido causar a morte de nosso semelhante de forma
indireta. Está escrito: “…da mão de todo animal (selvagem) a
requererei…”(Gênesis 9, 5) – para incluir a pessoa que coloca a outra
perante um animal selvagem para matá-la indiretamente. Ela também será
cobrada pelo assassinato ao contratar uma outra pessoa para matá-la, pois
está escrito na continuação do versículo: “da mão do seu irmão requererei”
— para incluir a pessoa que mata uma outra através de um intermediário.
[Extraído do livro “Decisões entre vidas e vidas”] Portanto, no princípio
somente um homem foi criado, para nos ensinar que, quem mata uma
pessoa é como se estivesse matando o mundo inteiro; e quem mantém (ou
salva) a vida de uma pessoa, é como se estivesse mantendo o mundo inteiro
(Talmud). A alma de uma pessoa assassinada suplica a Deus para vingar-se
do assassino, e Ele atende às súplicas (Midrash).
O aborto, o suicídio e envergonhar uma pessoa em público também
são comparados pelos nossos Sábios assassinato.
Está escrito (Gênesis 9, 6): “Quem derrama o sangue da pessoa na pessoa o
seu sangue será derramado” – a expressão “o sangue da pessoa na pessoa”
está referindo-se também a quem derramar o sangue de quem se encontra
“dentro da pessoa”, ou seja, o sangue do feto.
Alguém que mata o seu filho, ou seja, o feto que se encontra no ventre de
sua esposa – através do aborto – está destruindo a construção do Criador
(consta no Talmud — Deus formou o feto dentro do ventre de sua mãe,
colocou o espirito dentro dele, etc.; uma construção impressionante).
Existem pessoas que matam a outras pessoas, porém esta pessoa (que
aborta) está matando o próprio filho. Com este ato a pessoa está causando

três males insuportáveis, causando lentamente a destruição da criação
(pelos decretos oriundos de seu ato) e acrescenta uma desconexão entre
Criador e a criação; vários males vem ao mundo como consequência deste
ato; estes são os males:
a) Está matando o próprio filho;
b)está destruindo a construção do Criador;
c)está causando um distanciamento entre o Criador e a criação.
Portanto desperta a força de acusação e o mundo sofrerá novos decretos
que recairão sobre ele. “Pobre desta pessoa, seria melhor que não houvesse
sido criada” (Zohar).
O suicídio também está proibido, não cabe ao ser humano decidir quando
será o fim de sua vida.
Quanto ao humilhar uma pessoa em público, nossos sábios nos ensinam na
Guemará (Brachot 43b) que “é melhor que a pessoa se jogue num forno
quente, do que envergonhe o próximo publicamente”. Daqui aprendemos a
seriedade da proibição de humilhar e envergonhar o próximo.
*No Pirkê Avót (Ética dos Pais) consta a seguinte mishná:
Rabi El’azar Hamodai disse: “Aquele que profana as coisas sagradas,
desonra as festividades, humilha o próximo em público, cancela o pacto de
nosso patriarca Avraham ou, interpreta a Torah em desacordo com a Lei
judaica – mesmo que possua estudo de Torah e boas ações – não terá parte
no Mundo Vindouro.” Uma humilhação é tão prejudicial se for realizada na
frente de muitas pessoas quanto perante uma só pessoa. Daqui aprendemos
o quão grave é o pecado de humilhar ou ofender outra pessoa. Existem três
pecados em toda a Torah que, para não cometê-los, a pessoa deve entregar
sua vida: a idolatria, os relacionamentos proibidos e o assassinato. Sobre o
assassinato, nossos livros sagrados relatam que aquele que humilha o
próximo age como se estivesse matando essa pessoa. A palavra hebraica
para humilhar é “malbin”, que quer dizer “embranquecer”. Quando
envergonhamos alguém, seu sangue “foge” do rosto, deixando a pessoa
pálida, o que é comparado a alguém que “tira o sangue” do próximo.
Além disso, nossos sábios ensinaram que aquele que é insultado e não
retruca, recebe a recompensa especial de ter suas preces ouvidas pelo
Todo-Poderoso. Portanto, ao calar-se frente a um insulto, a pessoa pode
pedir qualquer coisa a D’us. Quando alguém nos envergonha, nossa autoestima é “amassada” e o Yétser Hará, a má inclinação, logo nos atinge para

ofendermos de volta de uma forma mais enérgica ainda, para sairmos
vitoriosos na discussão. Aquele que conseguir ficar calado e vencer o seu
Yétser Hará, será recompensado por D’us de uma forma excepcional!
A Torah somente permite matar em certas situações:
a) como legítima defesa, no caso de um ladrão que invade a casa e ameaça
a vida da pessoa por exemplo,
b)e em caso de guerra.
· Categoria do Mandamento da Proibição de Assassinato (Uma
ramificação):

ofendermos de volta de uma forma mais enérgica ainda, para sairmos
vitoriosos na discussão. Aquele que conseguir ficar calado e vencer o seu
Yétser Hará, será recompensado por D’us de uma forma excepcional!
A Torah somente permite matar em certas situações:
a) como legítima defesa, no caso de um ladrão que invade a casa e ameaça
a vida da pessoa por exemplo,
b)e em caso de guerra.
· Categoria do Mandamento da Proibição de Assassinato (Uma
ramificação):

  1. “Proibido assassinar qualquer pessoa [o assassinato
    não é o mesmo que matar {em legítima defesa} ou
    executar {judicialmente}].”
    *Texto extraído do livro Guia – As Leis de Noé- Rav. Shimshon Bisker
    *Ramificações: Rav Doutor Aaron Lichtenstein em seu livro “The Seven
    Laws of Noah” (“As Sete Leis de Noé”). Ele baseia essas ramificações nos
    613 mandamentos para os judeus enumerados pelo Rav Moisés
    Maimônides. Destas ramificações, 52 são negativas e 14 são positivas.
    Eleandro Bisatto
  1. “Proibido assassinar qualquer pessoa [o assassinato
    não é o mesmo que matar {em legítima defesa} ou
    executar {judicialmente}].”
    *Texto extraído do livro Guia – As Leis de Noé- Rav. Shimshon Bisker
    *Ramificações: Rav Doutor Aaron Lichtenstein em seu livro “The Seven
    Laws of Noah” (“As Sete Leis de Noé”). Ele baseia essas ramificações nos
    613 mandamentos para os judeus enumerados pelo Rav Moisés
    Maimônides. Destas ramificações, 52 são negativas e 14 são positivas.
    Iehoshua

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